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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Não ORE para NAMORAR!

Se você é cristão, talvez o termo “orando juntos” soe familiar, mas se você não é, bem, deixe eu tentar te explicar: este é o status que duas pessoas assumem quando elas se gostam e decidem ouvir a opinião de Deus a respeito do assunto – orando juntas. Até aí parece que está tudo bem, orar não é o problema (na verdade é a solução!). O que me ocorre é que essa prática vem sido aplicada de forma equivocada, parece que a oração está entrando em campo aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo.
Quando duas pessoas tomadas pela ansiedade e pelo medo de “perder” a pessoa que elas gostam decidem orar juntas, elas comprometem o coração uma da outra de uma forma intensa e submersa em expectativas. Esse comprometimento acontece automaticamente, não tem como evitar. Quando assumimos o compromisso de “orar juntos”, o nosso coração já está na outra pessoa e o nosso desejo é que esse namoro seja da vontade de Deus. Mas aí eu te pergunto: e se não for? E se Deus responder que não é isso que Ele tem para mim ou para você? E se Deus mostrar que não passa de uma carência numa outra área das nossas vidas que estamos tentando compensar num relacionamento amoroso? Como vamos resolver o problema, jogando um “Deus não quis” para a outra pessoa?
Pois bem, as coisas não são tão simples assim quando lidamos com os nossos sentimentos, quiçá com os sentimentos do outro. Criar expectativas que você não consegue suprir é defraudação emocional. Como ficam ambos os corações nessa história toda? É preciso respeitar a individualidade do outro e entender que se declarar e gerar expectativas, sem ter uma resposta da parte de Deus, é cruel. A falta do comprometimento real só nos direciona a um caminho: cobrança, medo, desconfiança e, principalmente, insegurança.
Jesus nos convida a viver pela fé, inclusive nessa área. Faz parte do desafio sermos movidos pela fé e convicção, não pelos nossos desejos, carências ou nossos medos (neste caso o medo de “ficar sozinho”, por exemplo). Afinal, tudo o que não provém da fé é pecado (Rm 14:23). Precisamos viver como cristãos, que realmente creem que o mesmo Deus que cuida de todas as outras áreas das nossas vidas, se preocupa e cuida dessa área também.
Finalmente, o que queremos saber é: temos que orar para namorar? A resposta é sim. Mas isso deve ser feito antes de falar com quem gostamos e antes de dar início a um compromisso-sem-compromisso. É preciso refletir e perguntar ao nosso Pai que nos conhece melhor do que ninguém quais são as motivações do nosso coração. É desta forma que encontraremos convicções em Deus suficientes para decidir compartilhar nossos sentimentos com alguém. Ore antes de namorar, mas não ore – junto – para namorar.
Texto: Ana Paula P e Jordana Xavier/ Via: República

terça-feira, 16 de julho de 2013

Limites do namoro cristão

Como deve ser o relacionamento de uma pessoa de Deus.

Como ser puros em dias nos quais a sexualidade é tão explorada? Realmente não é uma coisa tão simples assim. Porém, os que temem a Deus, por mais difícil que seja, devem lutar para preservar sua pureza. “Guarda-te para que não sejas também tentado”. (Gálatas 6:1). Este é o mandamento deixado por Deus.

O namoro é uma das fases da vida sentimental mais importante para os jovens, mas não pode ser interpretada como uma fase de aprendizagem sexual. Namorar é ter a oportunidade de conhecer o outro; é verificar o que o casal tem em comum; é o momento de trocar confidências, aprofundar a amizade; é quando as longas conversas e os passeios irão confirmar se haverá a possibilidade de um compromisso futuro.

Para os jovens cristãos, o namoro é respeitoso, tanto para a moça quanto para o rapaz, riscando qualquer relacionamento que não seja agradável aos olhos de Deus. Deve ter como base o diálogo, que é a raiz para um casamento duradouro, pois, para o casal cristão, o namoro só deve acontecer com intenção de casamento, de construir uma família e ter uma vida abençoada, porque não se faz experiência com sentimentos. 

O mundo, infelizmente, interpreta o namoro como sexo: Tudo o que se refere à vida sentimental acaba sendo relacionado a isso. Os jovens evangélicos, pelo contrário, têm a orientação da Palavra de Deus e sabem que a preocupação com a vida sentimental não está relacionada ao momento presente, mas sim ao futuro.

Esta compreensão já existe desde o início do namoro. É preciso escolher a pessoa certa, que não irá trazer mágoas, e o Espírito Santo dá a direção para encontrar essa pessoa. Cada um deve observar as atitudes do outro, as diferenças e as semelhanças. Quando há a certeza de que existe afinidade, então se firma um compromisso, porque o cristão não namora “por namorar”.